Numa dimensão que não me sinto à altura de sugerir uma definição — sinto que é bom que eu assim continue, sempre atendendo ao nosso senso de observação do Universo-Natureza, e atento ao que percebo desta condição de Homem, o animal que fala, e sua — minha — interação como parte do meio ambiente das mensagens e ensinamentos que constantemente o Cosmo põe ao nosso dispor, percebamos ou não. Nesta ótica, e com a ideia de trilhar os Caminhos das Nações de Candomblé — síntese de manifestações religiosas d'África, cuja chegada e permanência no Brasil é atribuída a várias etnias, provindas dos vários reinos africanos, do século XIV ao século XIX. Nesta ótica, estou me impondo e me dando vida com o início do desenrolar deste projeto, cujo objetivo principal é o registro dos cantos dos Nkises, dos Voduns e Orixás no Brasil, nos terreiros das nações designadas: Jêje, das etnias Fon, Ashanti e Ewe; Congo-Angola, das etnias Avimbundo, Ovimbundo, Bakongo, Thokwe; da nação Ketu, da etnia Yorubá. Nesta primeira edição do projeto Nações do Candomblé, nos pautaremos na contribuição do povo africano da etnia Fon-Ashanti, do antigo Reino do Daomé, atual país Benim. Após procedida esta audição dos cantos dos Voduns das respectivas dinastias reais, oriundas do antigo Reino do Daomé, e a audição dos cantos aos Voduns dos respectivos templos religiosos — terreiros de Candomblé da Nação Jêje, na Bahia e Maranhão, Mateus Aleluia, dentro de sua observação do fenômeno de todo um processo pan-africanista, que as circunstâncias do surgimento do Brasil, com sua população definida pela massa humana oriunda das terras e continentes ligados pelo Triângulo do Atlântico. Assim, europeus, africanos e as várias etnias naturais do Brasil — os índios —, dentro de um processo de contaminação cultural, após os primeiros dois séculos de convívio, perturbado ou não, fez uma cultura inclusiva: a cultura brasileira no geral, e a baiana em particular.
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